Quando o corpo está em um lugar e a mente em outra

Talvez você já tenha percebido que ao ler um livro, algumas vezes precisa voltar e reler a página, pois não se lembra do que leu. Em uma reunião de trabalho, você também pode se distrair e não se recordar de algo que seu chefe ou parceiro de equipe falou. Mesmo em uma situação familiar, em um jantar de família, por exemplo, seus parentes podem estar conversando e ao lhe fazerem uma pergunta, você percebe que não sabe o que responder, porque não estava ali de verdade. Talvez já tenha agido de forma impulsiva, como responder de forma ríspida a alguém em uma conversa, e depois tenha se arrependido disto.

Caso você já tenha passado por isso, este estado de consciência em que estamos com o corpo em um lugar, mas a mente em outra, e estamos constantemente vivendo no piloto automático, é o oposto de um estado de consciência chamado mindful.

Mindful é uma palavra que deriva de Mindfulness, e denota um estado de atenção plena ao momento presente, com abertura e sem reatividade.

Talvez você já tenha ouvido algo sobre Mindfulness em algum lugar; o que na comunidade científica médica e psicológica internacional já existe há 30 anos e na psicologia budista há 2500 anos, no Brasil tem sido cada vez mais abordada, seja em workshops empresariais ou trabalhos acadêmicos nos últimos anos. Sim, a origem de Mindfulness é budista, mas hoje quem é responsável por sua divulgação e expansão é a ciência

Mindfulness é essencialmente a habilidade que todos possuímos – em maior ou menor grau de desenvolvimento – de estarmos conscientes e abertos à experiência presente, sem julgamentos. Essa habilidade pode ser desenvolvida por meio de práticas de meditação específicas – chamadas de meditações mindfulness – que possuem resultados científicos comprovados. Estas práticas têm sido febre na região do Vale do Silício, onde empresas das mais inovadoras do mundo se concentram, como Google, Apple e Twitter. Tais corporações investem em treinamentos de mindfulness para seus funcionários há tempos; há comprovação de que quanto maior o nosso nível de mindfulness, maior é nossa criatividade, nosso bem-estar e inteligência emocional.

Diante destas evidências, cabe a reflexão: se mindfulness é tão valorizada pelas organizações citadas acima, será que não seria importante para nós também? Quanto tempo, ao longo do dia, permanecemos presentes no presente?

Mais ainda, nossa presença está acompanhada de uma atitude de abertura, aceitação e não julgamento ao que se apresenta?

Fonte: https://www.personare.com.br/entenda-o-que-e-mindfulness-e-pratique-a-atencao-plena-m6033

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